sábado, 12 de dezembro de 2009

21. O crescimento do relacionamento dos filhos e da descendência no desafio final

Para a “Mãe, Avó e Bisa”

Querida Mamãe,

Parece mentira… Um ano se passou desde que V. se foi. Sabíamos que estava muito difícil continuar nesse mundo, mas nunca achávamos que era a hora.

Hoje é como se V. tivesse acabado de ir e gostaríamos que não tivesse ido ainda. A dor continua, com a permanência das dores primais. Nem o tempo cura completamente.

Gosto de pensar que V. renasce em cada novo ser que perpetua a sua “querida descendência”. Por exemplo, nesse novo ano que V. não verá com os olhos do corpo, dois novos ramos da sua árvore brotarão, e os seus genes e o seu legado se renovarão e se afirmarão neles. A herança do seu corpo e da sua alma está viva e continua sua trajetória na terra.



Raízes e frutos.



V. não morreu, Mamãe, V. continua conosco.

Com muito amor, no aniversário de sua partida.
De sua filha querida,
Deolinda