Querida Mamãe,
Parece mentira… Um ano se passou desde que V. se foi. Sabíamos que estava muito difícil continuar nesse mundo, mas nunca achávamos que era a hora.
Hoje é como se V. tivesse acabado de ir e gostaríamos que não tivesse ido ainda. A dor continua, com a permanência das dores primais. Nem o tempo cura completamente.
Gosto de pensar que V. renasce em cada novo ser que perpetua a sua “querida descendência”. Por exemplo, nesse novo ano que V. não verá com os olhos do corpo, dois novos ramos da sua árvore brotarão, e os seus genes e o seu legado se renovarão e se afirmarão neles. A herança do seu corpo e da sua alma está viva e continua sua trajetória na terra.

Raízes e frutos.
V. não morreu, Mamãe, V. continua conosco.
Com muito amor, no aniversário de sua partida.
De sua filha querida,
Deolinda